“Semear o respeito pela diversidade é cultivar um mundo de paz!”

O povo brasileiro vive imerso em uma grande diversidade cultural. E dentre tantos significados da palavra diversidade, um deles expressa bem o seu sentido: comunhão entre contrários. Assim compreendendo, a diversidade acrescenta e permite a criação de algo novo, singular.

Se olharmos atentamente para a história do Brasil, iremos perceber que essa comunhão entre contrários foi responsável pela construção da música, agricultura, culinária e compõe o jeito de ser do brasileiro.
É dentro desta reflexão que foi inserido o Projeto “Povos do Brasil”, o qual fez parte das comemorações do aniversário do Colégio Santa Ângela, cujo tema celebrativo é “75 anos: Construindo um Mundo de Paz”. Porém, a ideia vai mais além, pois permite que de maneira lúdica as crianças possam conhecer alguns detalhes da cultura dos povos que compõem o povo brasileiro (indígenas, africanos, imigrantes europeus e asiáticos), dado que conhecer a raiz da história de um povo é permitir a construção do respeito é compreender e aprender mais sobre a sua própria cultura. E semear essa ideia em corações férteis (crianças) é cultivar a esperança de uma nova sociedade, uma civilização do amor.
Dessa forma, iniciamos as nossas atividades com os indígenas, povos nativos do nosso Brasil, no dia 19 de abril comemoramos o Dia do Índio. E, mais que brincar de índio, a ideia sempre foi mostrarmos o nosso respeito e admiração por sua cultura e ensinamentos, tão presentes no dia a dia do brasileiro. Esses povos nativos, antes da chegada dos navegadores portugueses, possuíam aldeias com milhares de índios, agricultura intensiva, comércio internacional e tinham os seus conflitos.


Mas o que ainda permanece no brasileiro que provém da cultura indígena?


Podemos citar algumas atividades corriqueiras como o hábito de tomar banho todos os dias; o gosto por comidas à base de milho, mandioca, batata-doce, palmito, além de frutas, como o guaraná; o uso de rede para dormir, da canoa e da jangada para a pesca, entre outros itens; transformaram argila em utensílios; deram origem a muitas palavras do vocabulário brasileiro como: pipoca, jacaré e Sergipe; além de deixarem como lição o respeito pela natureza e como retirar dela as plantas, que foram
transformadas em remédios. Há dados provenientes de pesquisas que apontam que os índios brasileiros foram os maiores colaboradores da natureza ao fazerem experimentos em que preservavam características ímpares de várias plantas, como em um processo de
domesticação vegetal.


Se dependemos da natureza para a nossa subsistência e sobrevivência, precisamos aprender a cuidar dela, e o Brasil possui um dos ecossistemas e biomas mais importantes do planeta, uma riqueza nacional, cultural, social e econômica que não pode ser perdida. Os índios conviveram e convivem de maneira harmônica com a natureza. Assim também precisamos educar nossas crianças para cuidarem e administrarem os nossos recursos naturais, para que no amanhã, como futuros adultos, possam defendê-lo e preservá-lo pelo bem do país e do resto do mundo.
Por conta disso tudo que apresentamos acima, na horta do Colégio Santa Ângela foi lavrada uma “roça indígena” com alguns dos principais cultivos feitos pelos índios, visto que estes alimentos eram a base alimentar dos primeiros habitantes do Brasil e até hoje têm grande importância na alimentação dos brasileiros. As crianças conheceram o cultivo da mandioca, da batata doce, do milho e do amendoim, e também conheceram a
árvore de urucum (árvore da família das bixáceas, nativa na América Tropical), plantada no ano de 2017 em outro projeto que era voltado para a revitalização do pomar plantado em nosso colégio. O urucum é um dos presentes dos índios para o povo brasileiro, dado que ele pode ser utilizado para diversos fins, como realçar a cor dos alimentos, sendo conhecido então como colorau, e também para a obtenção de tintas vermelhas, que tem
função de protetor solar e repelente de insetos.
Toda essa iniciativa é iluminada pelo que diz o Papa Francisco na carta encílica Laudato si (Sobre o cuidado de nossa casa comum):

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da
nossa casa comum” (n. 13)


“Se quer ir rápido vá sozinho, porém, se quer ir longe vá em grupo” (Provérbio africano). Como acreditamos que juntos somos mais fortes, esse projeto foi idealizado e executado pela Srª. Valeska Domingues Ribeiro, engenheira agrônoma e mãe de um de nossos alunos, pela Profª Sara Mariana Deolinda Silva, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental 1, pelo Sr. Josué Evangelista da Silva, funcionário responsável pelos cuidados com a horta e pela Ir. Cecília Vieira Célio, diretora pedagógica que oferece todos os recursos necessários para o desenvolvimento das atividades elaboradas, além das professoras, principais colaboradoras, pois elas envolveram as crianças nas atividades realizadas dentro do projeto.

Partilha de arquivo… O material abaixo foi usado para confeccionarmos um livrinho de atividades que as crianças puderam levar para casa como uma lembrança… E, pode ser para você uma dica de atividade.

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